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28th mar

2013

A hora certa de falar sobre drogas

01/03/2012.

Psicólogas orientam pais a abordar o tema antes da pré-adolescência para evitar acesso a informações distorcidas.
Antes de conversar, os pais devem estar seguros em relação à forma de abordagem e, principalmente, ao conteúdo abordado.
A maioria dos pais teme que seus filhos tenham experiências com drogas. Apesar disso, o consumo de substâncias ilícitas ainda é visto como um tabu por muitas famílias, que não sabem como, quando e de que forma falar sobre esse assunto com crianças e adolescentes. Psicólogos recomendam uma conversa aberta, franca e esclarecedora para evitar que o herdeiros tenham acesso a informações distorcidas e acabem seguindo modelos equivocados.
Segundo a psicóloga e psicopedagoda Carina Paula Costelini, de Londrina, não existe uma idade certa para falar de drogas com os filhos. ”Entretanto, é importante que isso aconteça antes da pré-adolescência, pois é nesse momento que provavelmente a criança terá acesso a essas informações em outros contextos. É sempre melhor garantir que as informações sejam passadas pelos pais do que correr o risco que cheguem de forma distorcida à criança”, aconselha.
Carina recomenda ainda que os pais fiquem atentos e busquem responder as curiosidades demonstradas pelos filhos em qualquer faixa etária. ”Antes de conversar, os pais devem estar seguros em relação à forma de abordagem e, principalmente, ao conteúdo abordado. Se ainda têm dúvidas sobre o assunto, precisam pesquisar, conversar com profissionais, enfim, buscar as respostas para todas as possíveis dúvidas que surgirem, como por exemplo: quais tipos de drogas existem, de que forma são consumidas, quais os efeitos imediatos e posteriores”, enfatiza a psicóloga. A psicóloga e mestranda em Análise do Comportamento, Simone Oliani, também de Londrina, alerta para o fato de que a maioria dos adolescentes está mais informada sobre o assunto do que seus pais, mesmo não sendo usuários. ”Por isso, amedrontar os filhos com histórias macabras e fazer terrorismo focando com exagero nos efeitos das drogas são comportamentos infrutíferos”, afirma. Simone ressalta que os pais devem iniciar o trabalho preventivo a partir dos 6 anos. ”Quando a criança inicia o ciclo da educação básica já é capaz de compreender melhor. Entretanto deve-se
respeitar as particularidades de cada faixa etária e começar a prevenção pelo álcool e tabaco, que são drogas lícitas. Há uma pesquisa holandesa que afirma os adolescentes tendem a beber menos quando os pais impõem regras mais severas sobre o consumo de álcool”, destaca.
De acordo com ela, os pais não devem deixar o trabalho de educação e prevenção para a igreja e a escola e podem falar sobre drogas mais pesadas a partir dos 14 anos. ”Entre 10 e 12 anos, as crianças apresentam pouca curiosidade sobre as drogas. Nesta idade devemos fortalecer fatores de proteção ao uso como relações familiares afetivas, de intimidade e de segurança. Já aos 14 anos, os adolescentes têm habilidade de analisar mais criticamente algumas ideias e entender todo o contexto das drogas. Nesse momento os pais podem fazer referências a maconha, cocaína, crack e outras substâncias abertamente”, orienta.
Colocação coerente e realista
Aproveitar fatos cotidianos, reportagens, notícias e casos de pessoas próximas podem ser ótimas formas de abordar o tema, conforme orientação da psicóloga Carina Paula Costelini. ”É muito importante que os fatos sejam colocados de forma coerente e realista, sem ameaças ou exageros. Pode-se falar, inclusive, sobre os efeitos positivos imediatos, alertando de todas as graves consequências posteriores. Também deve-se falar sobre a questão da influência do grupo social, pressão e status, buscando preparar a criança para enfrentar com segurança essas situações”, complementa. Amizades suspeitas
Tanto Carina Costelini como a também psicóloga Simone Oliani recomendam atenção redobrada quando os pais suspeitam que amigos do filhos possam estar envolvidos com drogas. ”É importante buscar conhecer os amigos e as famílias, trazê-los para perto, observar seus padrões de comportamento”, diz Carina. ”Lembre-se que uma das formas de aprender é copiar modelos, principalmente na pré-adolescência e na adolescência, em que o grupo social torna-se refêrencia. Então, deve-se cuidar muito das companhias e dos hábitos que os filhos estão apresentando”, acrescenta. ”Converse francamente com o filho. Fale sobre as suas preocupações, instrua-o sobre os fatores de risco, como por exemplo, pegar carona com alguém com estado de percepção alterado, ou a pressão do grupo para o consumo. Incentive-o a fazer novos amigos e outras atividades que possam atuar como fatores de proteção: esporte, lazer, espiritualidade”, aconselha Simone. (M.R.)
Reportagem Local

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